Entenda como o contraceptivo funciona não deixando engravidar

por | maio 12, 2018

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Como qualquer outro fármaco, os contraceptivos hormonais interfere em um ciclo fisiológico do organismo, alterando seu funcionamento e promovendo o efeito esperado. Neste caso, estamos nos referindo ao ciclo menstrual, responsável por preparar o aparelho reprodutor feminino para uma suposta gestação a cada mês.

Estão envolvidas no ciclo menstrual, as glândulas: hipotálamo, hipófise e o ovário. Também participa do processo o útero, que em algumas literaturas médicas, também é considerado uma glândula. Além desses órgãos, também participam do processo, uma cascata de hormônios sinalizadores e reguladores: GnRH, FSH, LH, Estradiol e a Progesterona, além de outros que são estimulados, sem participarem exclusivamente do processo como a prolactina, responsável pelo desenvolvimento das glândulas mamárias e os hormônios tireoidianos.

O ciclo menstrual que dura em média 28 dias, podendo sofrer variações de sete dias para mais ou menos, é dividido em basicamente duas fases:

  1. Fase proliferativa ou folicular, onde age o estrógeno.
  2. Fase secretora ou lútea, onde age a progesterona.

A transição destas fases, que ocorre por volta do 14º dia do ciclo menstrual, é marcada por um pico de excreção do hormônio sinalizador LH, que por sua vez estimula a produção de progesterona que induz a ovulação, definindo o período fértil da mulher, onde uma gravidez pode acontecer.

Com os pontos básicos do ciclo menstrual, é mais fácil compreender o mecanismo de ação dos anticoncepcionais, que em suma, inibe a ovulação.

A farmacologia, baseia-se em um mecanismo natural do organismo, chamado de “feedback negativo ( – )”, para que os anticoncepcionais funcionem corretamente.

O sistema de feedback – funciona, sinalizando para regiões do organismo, produtoras de alguma substância, quando uma determinada substância não é requisitada naquele momento, vez que os níveis plasmáticos da mesma, ou seja, a quantidade disponível para uso estão satisfatórias. Fazendo uma breve comparação, o sistema de feedback – é semelhante à boia de uma caixa d’água. Quando a caixa se enche, a boia fecha a torneira para não vazar água.

No caso do anticoncepcional, ele possui quantidades equilibradas e iguais de hormônios, que são ministrados dia após dia, a cada pílula tomada, de forma que o sistema reprodutor feminino entenda que não há necessidade de mais hormônios, sinalizando às glândulas que devem parar de produzir mais hormônios. Com isso, não vai ocorrer nem o aumento da produção do LH e nem o pico dos progestagênios, impedindo a ovulação.

Em linhas gerais, temos inibição do FSH e LH na hipófise, GnRH no hipotálamo e os folículos ovarianos não são maturados nos ovários, tudo isso, devido ao simples fato de que as pílulas fornecem estradióis e derivados da progesterona em níveis constantes, durante todo o ciclo menstrual.

Nota: Existem vários tipos de contraceptivos orais, combinados ou não. Os não combinados, possuem em sua formulação basicamente progestagênios e são muito utilizados por mulheres que fazem tratamento para endometriose e como contraceptivo oral pós-parto.

Pode-se concluir então, que os anticoncepcionais “enganam” o sistema que gerencial o ciclo menstrual, com o objetivo de não deixar que a mulher ovule.

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