Exames de rotina que toda mulher deve fazer

por | junho 2, 2018

Exames de rotina que toda mulher deve fazer

Saúde integral feminina se aplica primeiramente ao conhecimento do próprio corpo, da concepção do que é fisiológico e do que é patológico. Estar atenta às transformações do corpo e a sinais que alertam que algo não anda bem com sua saúde, como alterações de coloração, odores, irritações e deformidades, são as premissas para se procurar um auxílio médico e garantir a prevenção adequada.

Os exames de rotina femininos são fundamentais para acompanhar, prevenir e tratar, de forma correta e eficaz, possíveis enfermidades que possam surgir durante a vida da mulher e consequentes transformações de seu corpo e de seu metabolismo. É imprescindível estar atenta ás mudanças do corpo em todas as idades, começando desde cedo, quando menina, com o descobrimento das características físicas e sexuais, observação das mudanças nas mamas, surgimento de pêlos púbicos, destacando que nesta fase é essencial uma avaliação clínica e acompanhamento dos sinais de puberdade. A preocupação com o ritmo do ciclo menstrual, alterações hormonais, cuidados com a vida sexual e inspeção das mamas se inicia na adolescência e se estende à fase adulta e maturidade.

É importante salientar que a mulher deve fazer os exames de forma rotineira, mesmo que ela não sinta nada, e a periodicidade é muito importante, pois muitas vezes os exames apresentam-se normais, mas isso não quer dizer saudável. É necessário fazer um raciocínio clínico, para se analisar tais resultados e enquadrá-los aos hábitos de vida da paciente, idade, situação hormonal e condições de fundo emocional. Portanto com os exames de rotina pode-se obter a confirmação de alguma suspeita clínica, que surge de queixas da paciente, e/ou durante a avaliação física feita pelo profissional; ou até mesmo para o diagnóstico precoce de doenças que ainda não manifestam sintomas clínicos evidentes, como por exemplo, a detecção precoce do câncer de mama ao se fazer uma mamografia.

Independente da vida sexual é comum os médicos requererem exames como a avaliação do nível de glicose sanguínea, colesterol, triglicerídeos, para mulheres acima de 35 anos ou então com sinais de sedentarismo, obesidade, e disfunções endócrinas, como o diabetes mellitus. Além disso, exames como o hemograma, creatinina (avaliação da função renal), avaliação da função hepática e da urina, são muito comumente requisitados. Após a mulher começar a ter uma vida sexual ativa, torna-se importante o exame Papanicolau, que irá avaliar mudança das células do útero e, caso exista alteração, ajudar a identificar o câncer de colo de útero o mais rápido possível.

Alguns dos exames de rotina mais importantes são:

1. Papanicolau, ou citologia oncótica do colo uterino: Consiste na inspeção do colo uterino e coleta do muco cervical para avaliação histopatológica do material coletado, assim visando à avaliação de possíveis infecções por fungos, bactérias, e principalmente o vírus HPV, que causa o câncer do colo do útero. Além disso, ao se inspecionar o colo uterino busca-se a possível presença verrugas no órgão genital, escoriações e lesões que causam inflamações e infecções no canal vaginal. O exame deve ser feito anualmente um ano depois do início da atividade sexual. Seu objetivo é prevenir o aparecimento do câncer no colo do útero;

2. Ultrassom transvaginal, trata-se de uma ultrassonografia realizada dentro da vagina, na qual um pequeno bastão é introduzido e a emissão de ondas permite a visualização em vídeo, tornando mais fácil a detecção de doenças ginecológicas como cistos no ovário, miomas e tumores, além de prevenir ou detectar câncer de endométrio e ovário. O exame deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos, ou antes, caso seja percebido pelo médico, algum sinal de risco.

3. Ultrassom pélvico, que por sua vez é uma ultrassonografia feita através do abdômen e com a bexiga cheia. É utilizado para avaliação das alterações e/ou lesões da bexiga, útero e ovários Além disso, é utilizado também para identificar a presença de gestação e avaliar o posicionamento de DIUs.

4. Mamografia, que avalia as mamas por meio de raio-X. O exame não dói e não causa efeitos colaterais. O primeiro deve ser feito entre 35 e 40 anos. Após os 40, uma vez por ano. O objetivo da análise é prevenir ou detectar o câncer de mama.

5. Densitometria óssea, exame que mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea, além de prevenir ou detectar a osteoporose. Em mulheres, o exame deve ser feito anualmente após a menopausa.

Para gestantes os exames de rotina tornam-se ainda mais importantes e com cuidados adicionais. Para as futuras mamães destaca-se a importância do Hemograma Completo, Glicemia, Urina tipo 1, VDRL (exame utilizado para se detectar a presença da sífilis), HIV e todos os exames sorológicos. Além disso, o calendário vacinal deve estar em dia, assim como hábitos de vida saudáveis, alimentação adequada e exercícios físicos. Um pré-natal de qualidade, feito desde o primeiro trimestre da gravidez manterá todos os exames em dia.

Conclui-se que é importante para toda mulher manter consultas ginecológicas, preferencialmente pelo menos uma vez por ano após a primeira menstruação, e que com estas consultas e exames de rotina realizados, a saúde biológica da mulher é mais eficazmente monitorada e mantida. Prevenir-se é essencial e faz parte da saúde integral da mulher, previna-se sempre!

Autores:
Camila Araújo Monteiro de Souza
Vinícius Miranda Borgesv

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