Exames de rotina que toda mulher deve fazer

Exames de rotina que toda mulher deve fazer

Saúde integral feminina se aplica primeiramente ao conhecimento do próprio corpo, da concepção do que é fisiológico e do que é patológico. Estar atenta às transformações do corpo e a sinais que alertam que algo não anda bem com sua saúde, como alterações de coloração, odores, irritações e deformidades, são as premissas para se procurar um auxílio médico e garantir a prevenção adequada.

Os exames de rotina femininos são fundamentais para acompanhar, prevenir e tratar, de forma correta e eficaz, possíveis enfermidades que possam surgir durante a vida da mulher e consequentes transformações de seu corpo e de seu metabolismo. É imprescindível estar atenta ás mudanças do corpo em todas as idades, começando desde cedo, quando menina, com o descobrimento das características físicas e sexuais, observação das mudanças nas mamas, surgimento de pêlos púbicos, destacando que nesta fase é essencial uma avaliação clínica e acompanhamento dos sinais de puberdade. A preocupação com o ritmo do ciclo menstrual, alterações hormonais, cuidados com a vida sexual e inspeção das mamas se inicia na adolescência e se estende à fase adulta e maturidade.

É importante salientar que a mulher deve fazer os exames de forma rotineira, mesmo que ela não sinta nada, e a periodicidade é muito importante, pois muitas vezes os exames apresentam-se normais, mas isso não quer dizer saudável. É necessário fazer um raciocínio clínico, para se analisar tais resultados e enquadrá-los aos hábitos de vida da paciente, idade, situação hormonal e condições de fundo emocional. Portanto com os exames de rotina pode-se obter a confirmação de alguma suspeita clínica, que surge de queixas da paciente, e/ou durante a avaliação física feita pelo profissional; ou até mesmo para o diagnóstico precoce de doenças que ainda não manifestam sintomas clínicos evidentes, como por exemplo, a detecção precoce do câncer de mama ao se fazer uma mamografia.

Independente da vida sexual é comum os médicos requererem exames como a avaliação do nível de glicose sanguínea, colesterol, triglicerídeos, para mulheres acima de 35 anos ou então com sinais de sedentarismo, obesidade, e disfunções endócrinas, como o diabetes mellitus. Além disso, exames como o hemograma, creatinina (avaliação da função renal), avaliação da função hepática e da urina, são muito comumente requisitados. Após a mulher começar a ter uma vida sexual ativa, torna-se importante o exame Papanicolau, que irá avaliar mudança das células do útero e, caso exista alteração, ajudar a identificar o câncer de colo de útero o mais rápido possível.

Alguns dos exames de rotina mais importantes são:

1. Papanicolau, ou citologia oncótica do colo uterino: Consiste na inspeção do colo uterino e coleta do muco cervical para avaliação histopatológica do material coletado, assim visando à avaliação de possíveis infecções por fungos, bactérias, e principalmente o vírus HPV, que causa o câncer do colo do útero. Além disso, ao se inspecionar o colo uterino busca-se a possível presença verrugas no órgão genital, escoriações e lesões que causam inflamações e infecções no canal vaginal. O exame deve ser feito anualmente um ano depois do início da atividade sexual. Seu objetivo é prevenir o aparecimento do câncer no colo do útero;

2. Ultrassom transvaginal, trata-se de uma ultrassonografia realizada dentro da vagina, na qual um pequeno bastão é introduzido e a emissão de ondas permite a visualização em vídeo, tornando mais fácil a detecção de doenças ginecológicas como cistos no ovário, miomas e tumores, além de prevenir ou detectar câncer de endométrio e ovário. O exame deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos, ou antes, caso seja percebido pelo médico, algum sinal de risco.

3. Ultrassom pélvico, que por sua vez é uma ultrassonografia feita através do abdômen e com a bexiga cheia. É utilizado para avaliação das alterações e/ou lesões da bexiga, útero e ovários Além disso, é utilizado também para identificar a presença de gestação e avaliar o posicionamento de DIUs.

4. Mamografia, que avalia as mamas por meio de raio-X. O exame não dói e não causa efeitos colaterais. O primeiro deve ser feito entre 35 e 40 anos. Após os 40, uma vez por ano. O objetivo da análise é prevenir ou detectar o câncer de mama.

5. Densitometria óssea, exame que mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea, além de prevenir ou detectar a osteoporose. Em mulheres, o exame deve ser feito anualmente após a menopausa.

Para gestantes os exames de rotina tornam-se ainda mais importantes e com cuidados adicionais. Para as futuras mamães destaca-se a importância do Hemograma Completo, Glicemia, Urina tipo 1, VDRL (exame utilizado para se detectar a presença da sífilis), HIV e todos os exames sorológicos. Além disso, o calendário vacinal deve estar em dia, assim como hábitos de vida saudáveis, alimentação adequada e exercícios físicos. Um pré-natal de qualidade, feito desde o primeiro trimestre da gravidez manterá todos os exames em dia.

Conclui-se que é importante para toda mulher manter consultas ginecológicas, preferencialmente pelo menos uma vez por ano após a primeira menstruação, e que com estas consultas e exames de rotina realizados, a saúde biológica da mulher é mais eficazmente monitorada e mantida. Prevenir-se é essencial e faz parte da saúde integral da mulher, previna-se sempre!

Autores:
Camila Araújo Monteiro de Souza
Vinícius Miranda Borgesv

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