Síndrome dos Ovários Policísticos

por | setembro 5, 2018

Muitas mulheres enfrentam dificuldades para engravidar e há um problema que torna a situação mais complexa: trata-se da síndrome dos ovários policísticos. Provavelmente você já tenha até mesmo ouvido falar sobre o assunto. Mas sabe do que se trata?

Essa síndrome se caracteriza pela formação de pequenos cistos nos ovários. Do ponto de vista médico, essas alterações não costumam ter importância fisiológica, mas podem estar associadas a alguns sintomas.

 

Quais sintomas são os sintomas relacionados a Síndrome dos ovários policísticos?

– Talvez o sintoma mais acentuado seja a menstruação espaçada, mulheres que têm ovários policísticos menstruam com intervalo de dois a três meses, costumam menstruar até três vezes por ano.

– Devido a uma alteração hormonal conhecida como hirsutismo, ocorre o aumento de pelos em regiões do rosto, seios e no abdômen.

– Algumas mulheres podem vir a ganhar peso, o que costuma agravar a síndrome.

– As diversas reações hormonais levam ao aumento de excreção oleosa por meio das glândulas sebáceas, o que pode levar ao surgimento da acne.

– Mulheres que têm ovários policísticos produzem maior quantidade de hormônios masculinos conhecidos como andrógenos. Esse desequilíbrio hormonal impede o processo estável de ovulação. Até os 23 anos de idade muitas mulheres podem até mesmo já ter tido filhos sem conhecimento do problema. Após essa idade, tratamentos costumam ser indicados para normalizar o processo de ovulação para que a mulher alcance o desejo de ser mãe.

 

Pontos interessantes em relação à Sindrome dos ovários policísticos:

O indutor de ovulação mais conhecido é o clomifeno, mas há casos em que a mulher produz mais hormônios masculinos que o habitual, nestes casos a indicação é estimular a ovulação a partir de gonadotrofinas, que faz parte do procedimento da fertilização in-vitro.

Há também o tratamento à base da cauterização laparoscópica, que consiste na aplicação de três pequenas incisões em que os cistos são cauterizados, esse é um procedimento comumente aplicado e muitas mulheres passam a menstruar normalmente, a ovular e consequentemente conseguem engravidar.

É fundamental que a mulher adote hábitos saudáveis a fim de tratar o problema. Uma dieta alimentar equilibrada rica em alimentos saudáveis é essencial. A prática de atividades físicas também é importante, inclusive para auxiliar na prevenção e tratamento da síndrome, além de ajudar na manutenção ou eliminação do excesso de peso.

O fator psicológico também é fundamental, um dos maiores anseios da mulher que sofre do problema é engravidar e muitas vezes essa “obsessão” não costuma ajudar nesse processo. O casal muitas vezes deixa de manter as relações sexuais por prazer, pelo momento de intimidade e carinho, e passam a manter relações quase técnicas, vislumbrando apenas o intuito de gerar um filho.

Quando a mente está literalmente em paz, quando a mulher realiza o tratamento corretamente, procura levar uma vida equilibrada e aproveita os momentos de intimidade com seu companheiro com cumplicidade e amor, a conquista da gravidez é uma inevitável consequência.

O mais importante é que a mulher saiba que ter a síndrome dos ovários policísticos não a impede de ser mãe.

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Autora: Daiana Barasa
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