Doenças

Endometriose versus infertilidade: quem sai ganhando?

Dificuldades para engravidar? Dores abdominais? Saiba mais…

Se todos os meses você tem cólicas menstruais intensas e freqüentes, e está tentando engravidar e não obtém sucesso, cuidado, você pode ter endometriose e nem desconfiar.

O Guia Saúde da Mulher preparou uma matéria informativa e com muitas novidades no tratamento desta doença, cuja causa correta ainda é desconhecida – o que temos hoje, são apenas teorias – que atinge milhões de mulheres brasileiras em idade reprodutiva, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina.

Caracterizada pela presença de células do endométrio, camada mais interna do útero, fora do útero, pode acometer os ovários (mais comum), a bexiga, o reto, o peritônio pélvico (membrana que reveste a pélvis) e até o intestino.

Qual o mecanismo da endometriose? Porque ela acontece?

Entenda que durante o ciclo menstrual as células da camada do endométrio sofrem estímulos hormonais para o seu crescimento, como não recebem nenhum óvulo fecundado, o endométrio descama o que chamamos de menstruação. O grande problema é que estas células que estão localizadas fora do útero, também vão sofrem estímulos hormonais, aumentam de tamanho e por fim, também vão sangrar. Como o sangue não tem pra onde ir, ele fica acumulado no órgão, gerando cólicas intensas. Os principais fatores que culminam para o desenvolvimento da endometriose são o hábito de vida, pois a mulher demora mais tempo para ter o primeiro filho, aumentando o tempo de estímulo hormonal, principalmente estrogênico, primeira menstruação precoce, ficar menstruada por mais de sete dias, durante vários meses seguidos, má alimentação, sedentarismo e o estresse. 

Lembre-se: a endometriose não é uma doença transmissível.

 

Quais são os sintomas que a doença gera?

Como já foi dito, os sintomas variam de acordo com a localização do tecido endometrial ectópico, ou seja, fora do lugar de origem. O sintoma principal é a cólica, mas a endometriose também pode gerar diarréia, dor para urinar, dor lombar e dor durante a relação sexual. Essas dores, por serem muito intensas, podem ser incapacitantes e impedir a realização das tarefas diárias. Algumas mulheres podem ser assintomáticas.

Quais exames devem ser feitos para o diagnóstico?

A confirmação da endometriose é feita pela somatória dos sintomas, exame físico e videolaparoscopia.

Quais são as formas de tratamento?

Bem, o tratamento varia de acordo com a idade da paciente, a intensidade dos sintomas e principalmente se ela deseja ou não ter filhos.

Dentre as formas de tratamento temos:

a) Analgésicos e antiinflamatórios para reduzir as dores (é um tratamento paliativo, e não curativo);

b) Pílulas e injeções de progesterona;

c) Medicamentos que impedem a produção do hormônio estrogênio;

d) Laparoscopia

e) Histerectomia radical (retirada do útero e dos ovários), lembrando que após tal cirurgia haverá impossibilidade de engravidar. É a única forma de cura da doença.

E agora, a grande novidade: enquanto finalizava esta matéria, me deparei, lendo a revista SAÚDE É VITAL do mês de setembro, com um artigo que aborda uma nova arma contra a endometriose, o Dienogeste. Segundo a revista, “o fármaco, cuja venda já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), age simulando a ação da progesterona, um dos hormônios que regula o ciclo menstrual, e inibe a ação do estrogênio, hormônio que estimula o crescimento endometrial. Como o estrogênio é barrado, com o tempo, o tecido uterino e seus resquícios em outros pontos tendem a atrofiar a morrer”.

Agora, é só aguardar os resultados! Em breve contamos para você.

Como me prevenir da endometriose?

A única alternativa para prevenção é o uso de contraceptivos orais (anticoncepcionais), que podem retardar a doença como em alguns casos, impedi-la.

Cuide-se! Procure seu ginecologista regularmente e viva melhor.

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