Doença celíaca: entenda o que é intolerância ao glúten

por | maio 6, 2018

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Também conhecida como doença celíaca, a intolerância ao glúten afeta milhares de brasileiros (cerca de 300 mil), inclusive famosos, como a Ísis Valverde que neste ano de 2013 participou da campanha realizada pela Federação Nacional de Celíacos do Brasil a Fenacelbra, com o objetivo de informar e auxiliar no reconhecimento da doença.

O glúten é a principal fração proteica presente em alimentos como trigo, aveia, cevada, malte e centeio e é absorvido no intestino delgado. Em indivíduos predispostos geneticamente, o glúten, ao chegar ao intestino provoca uma reação autoimune via linfócitos T, com produção de anticorpos contra as células intestinais, causando assim irritação e inflamação no local, prejudicando a absorção de inúmeros nutrientes.

De acordo coma a lei federal de número 10.674, de maio de 2003, “todos os alimentos industrializados deverão conter em seu rótulo e bula, obrigatoriamente, as inscrições “contém Glúten” ou “não contém Glúten”, conforme o caso”. Portanto, se você é portador de doença celíaca, fique atento aos rótulos das embalagens industrializadas e se não houver este tipo de informação, você tem não só o direito, mas o dever de denunciar ao PROCON.

As manifestações clínicas da doença são inúmeras, e ocorrem geralmente na infância, na faixa de 1 a 3 anos de idade, sendo os principais sinais e sintomas: anemia, queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, dores e inflamação das articulações, raquitismo diarréia abundante e aquosa, perda de gordura nas fezes (esteatorreia), constipação intestinal, emagrecimento, falta de apetite, flatulência (gases), fadiga, cansaço, náuseas e vômito. Nas mulheres a doença pode causar alterações no ciclo menstrual, como atrasos menstruais, cólicas e até menopausa precoce. Nos homens pode causar infertilidade devido à redução do número de espermatozóides. Há também os casos de pacientes assintomáticos, cerca de 1%, o que atrasa ainda mais o diagnostico e tratamento da doença.

O diagnóstico da doença é baseado nas manifestações clínicas, na investigação dos hábitos alimentares, por exames laboratoriais e de imagem. Os principais exames são: hemograma, teste da D-Xilose e endoscopia digestiva alta com biópsia do intestino delgado (exame que confirma a doença/padrão ouro) devendo-se obter no mínimo 4 fragmentos da porção mais distal do duodeno.

A única forma de tratamento conhecida é uma dieta restrita ao glúten por toda a vida. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, pizzas, macarrão, cervejas, vodka, entre outros. A maior parte dos indivíduos com restrição à proteína melhora significativamente em 2 semanas pois com a restrição proteica há a normalização da mucosa intestinal e dos sinais e sintomas . É imprescindível que o doente faça um acompanhamento com nutricionista, pois o profissional terá capacidade de avaliar e prescrever os melhores alimentos sem glúten e ricos em outros aminoácidos e vitaminas essenciais. A dieta é incômoda e difícil, o doente precisa modificar hábitos alimentares e muitas vezes eliminar da dieta alimentos dos quais sempre fez questão de consumir, dessa forma, talvez também seja necessário acompanhamento do psicólogo.

Se você se identificou com algum sinal ou sintoma, não retarde seu diagnóstico, procure um médico gastroenterologista, ele é o profissional mais capacitado para lhe atender!

Mais informações podem ser adquiridas no site da Associação dos Celíacos do Brasil: www.acelbra.org.br.

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