Grupo de cientistas europeus desenvolvem prótese de mão com sensação tátil para o amputado

por | agosto 7, 2018

Fonte da foto: g1.globo.com (Foto: LifeHand 2/Patrizia Tocci)

Pesquisadores europeus desenvolveram uma prótese de mão que conferiu a sensação semelhante ao tato para o amputado, permitindo que ele identificasse a forma e a consistência de objetos.

Essa novidade é considerada de grande importância, pois a sensibilidade ao toque é essencial para o controle dos movimentos e da força.

Percebemos que na modulação da força que exercermos ao segurar um objeto depende de inúmeros sensores presentes em nossas mãos. Estes sensores enviam informações para o cérebro: o objeto e macio? Rígido? Áspero? Pontudo? Sem essa sensibilidade, podemos empregar força demais, e amassar um copo de plástico, ou força de menos fazendo que um copo de vidro de espatife no chão, por exemplo.

A prótese criada através de um consórcio de cientistas da Itália, Suíça, Alemanha, Inglaterra e Dinamarca, envia informações captadas por sensores instalado na ponta dos dedos da prótese diretamente para os nervos periférico do paciente. Tal mecanismo simula as terminações nervosas presentes nas mãos, aqueles sensores que dizemos.

O experimento iniciou-se através de uma prótese já existente no mercado, onde o paciente é capaz de controlar os movimento da mão artificial por meio de estímulos elétricos provenientes de esforços exercidos pelos músculos no membro superior (região não amputada). Estes estímulos são captados pela engenhosidade e os transforma em movimentos de abrir e fechar. A partir desse sistema, eletrodos foram implantados em dois nervos do paciente. Sensores instalados na mão artificial detectam níveis de força que ele exerce enquanto segura algum objeto. Essa informação e decodificado por um software e enviado a um eletrodo em forma de sinais elétricos passiveis de serem interpretado pelos nervos. Desta forma, o paciente é capaz de controlar sua força em tempo real para se adequar as características dos objetos.

Segundo especialistas, essa ferramenta ainda vai demorar até ser testada com eficiência por mais grupos de pessoas e depois haverá de ter uma avanço tecnológico permitindo que essa ferramenta se torne portátil e com um preço acessível as pessoas que precisam de próteses, pois o decodificador de sinais e grande e pesado para serem carregados.

Autor:
Dennys Bergamaschi Souza Costa
Pesquisador de T&I

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