Insatisfação com o corpo tem nome: Vigorexia ou Síndrome de Adônis

por | julho 29, 2018

Como vocu00ea estu00e1 vendo seu corpo?

O transtorno dismórfico muscular, overtraining, doença/síndrome de Adônis (uma alusão a Adônis, que segundo a mitologia o ser humano possuía uma beleza tão estonteante que a deusa da beleza Afrodite se apaixonou por ele à primeira vista) ou simplesmente vigorexia, é um distúrbio do comportamento humano caracterizado pela compulsão pela prática de exercícios físicos e pela insatisfação com o corpo e auto-imagem.

É mais prevalente no sexo masculino, porém sua incidência vem aumentando nas mulheres devido à busca incansável pelo corpo perfeito.

O vigoréxico, indivíduo portador de vigorexia, geralmente não aceita opiniões dos outros a respeito de seu corpo e principalmente, não compreende e acha seu “exagero” normal.

Os sinais e sintomas clássicos incluem:

  • O indivíduo estar em excelente forma física e ainda se achar magro ou fraco demais;
  • Olhar-se no espelho exaustivamente a procura de “defeitos”;
  • Realizar atividades físicas intensas e com cargas além do limite, o que pode então manifestar com dores musculares persistentes por todo o corpo;
  • Insônia;
  • Depressão;
  • Sentimento de inferioridade;
  • Vergonha do próprio corpo, chegando até a escondê-lo por baixo de roupas largas;
  • Uso e/ou abuso de substâncias anabolizantes;
  • Aumento da freqüência cardíaca mesmo em repouso;
  • Exagero no consumo de proteínas, principalmente frango e ovos;
  • O vigoréxico deixa de realizar suas atividades de lazer para freqüentar academia;
  • Desinteresse pelas relações sociais, lazer ou trabalho, o vigoréxico não se interessa por atividades que possam interferir na sua busca pelo corpo ideal.
  • Irritabilidade, cansaço e fadiga.O diagnóstico de vigorexia é difícil e ainda não há consenso. Na maior parte dos casos ele é fornecido pelo psiquiatra, a partir de alguns critérios listados acima. Lembre-se, se você manifesta algum sintoma ou sinal acima não significa que você é vigoréxico, pode apenas ser que você seja um amante da musculação e de seu corpo. Mas se acha que está exagerando, procure seu médico!

Assim como o diagnóstico, o tratamento também é muito difícil e envolve uma equipe multidisciplinar, sendo imprescindível o acompanhamento de um psicólogo, psiquiatra, nutricionista e educador/preparador físico. O passo inicial para um bom resultado é o doente aceitar sua condição e querer mudar. Mudar aqui, não significa parar de se alimentar de forma saudável e de realizar atividade física, mas sim diminuir o ritmo frenético de treinos e buscar aliar treino e dieta à boa relação com os amigos e familiares, voltar a realizar atividades de lazer, ou seja, outras atividades que não as envolvidas com o preparo do corpo, restaurando a auto-imagem e a confiança. Para fins de tratamento cabe salientar também o abandono imediato do uso de esteroides anabolizantes, pois seu uso em longo prazo pode causar nos homens: atrofia testicular, queda da libido, disfunção erétil, entre outros; e nas mulheres: aumento do clitóris, aumento de pêlos, principalmente na face e pubianos e masculinização da voz.

Alguns pacientes podem apresentar sintomas obsessivo-compulsivos, ansiedade e depressão durante o tratamento, sendo que para estes casos pode-se lançar mão de drogas cuja ação é a inibição da captação de serotonina, o que vão conferir uma sensação de bem-estar no paciente.

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